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sábado, 11 de dezembro de 2010


Nóiz por Nóiz: arte + esporte

(jota_geraldo@hotmail.com)

Domingo, 12 de dezembro, será um dia histórico para o esporte e para a arte paraisopolense. A partir das 14 horas, acontece o Nóiz por Nóiz na Pista de Skate do Pernilongão.
No evento, o rapper paraisopolense Daniel Chimp lançará “Nossa Hora”, seu mais novo single depois do ótimo “Preparado”. Neste trabalho, Chimp mostra evolução nas rimas e nas batidas. Os MC’s do Síntese, de São José dos Campos, também estarão presentes lançando demo tape.
         A discotecagem do DJ Paranax contará musicalmente a história do rap (rhythm and poetry) saindo da Jamaica, passando pelos guetos norte-americanos até chegar à criativa cena brasileira de hip-hop.
O nível de adrenalina do “Nóiz por Nóiz” atingirá o clímax com a apresentação do Wind BMX e com o ‘Game of Skate’ com a participação, inclusive, de atletas profissionais.
“O Nóiz por Nóiz é o resultado do diálogo entre arte e esporte representados, respectivamente, neste evento, pelo Clube do Trem e pelo Wind BMX (grupo de jovens atletas paraisopolenses praticantes da modalidade BMX)”, diz Matheus Gustavo da Cruz Oliveria, membro do Wind BMX.
O conceito de cultura é amplo e, além da arte, engloba ciências, costumes, sistemas, leis, religião, crenças, esportes, mitos, valores morais e éticos, comportamento, preferências, invenções e todas as maneiras de ser (sentir, pensar e agir), diz Marcos Alexandre, integrante do Clube do Trem. 
Assim, “é enriquecedor para o Clube do Trem expandir seu leque de atuação na sociedade e dialogar com um número cada vez maior de pessoas, pensamentos e movimentos”, completa.
         Toda a população está convidada a participar ativamente do “Nóiz por Nóiz”. Consciência e participação coletiva são fundamentais para que Paraisópolis seja uma cidade de todos para todos.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Volta por cima 

No samba “volta por cima” Paulo Vanzolini canta: “reconhece a queda e não desanima, levanta, sacode a poeira, dá volta por cima”.
O Clube do Trem deu a volta por cima e recuperou a sala do Centro Cultural Amílcar de Castro mais de um ano depois em que o grupo foi induzido a devolver as chaves pelo departamento municipal de cultura sob o argumento de que o local seria um espaço dedicado às obras de Amílcar de Castro, artista mundialmente reconhecido por suas pinturas e esculturas.
Porém, o projeto de transformar Paraisópolis na cidade de Amílcar não saiu do papel, o Clube do Trem por pouco não foi desarticulado e a famosa sala não foi ocupada de forma ativa e constante, permanecendo fechada para a população na maior parte do tempo.
No período em que o departamento de cultura ficou responsável pela sala, a mesma só funcionou efetivamente 2 vezes: nas duas edições da “Semana Amílcar de Castro”. No restante do tempo permaneceu em total abandono, fechada com obras de um dos mais importantes artistas do mundo simplesmente penduradas na parede, sem nenhum cuidado técnico necessário para a preservação e exposição das mesmas.
Agora, mais do que o Clube do Trem é Paraisópolis quem possui um local – outros são também necessários - para o desenvolvimento de projetos de cunho artístico-cultural que incluam toda população, sem nenhum tipo de diferenciação de cor, credo, pensamento político, religião, ou classe social. Essa é a missão do Clube do Trem.
Para isso, seus membros buscam firmar parcerias com o empresariado local e, claro, com pessoas dispostas a contribuir com ações práticas, apartidárias, de cunho essencialmente cultural, que possibilitem a revitalização da sala no Centro Cultural Amílcar de Castro e também do combalido cenário cultural de nossa cidade. Se você tem ideais queremos ouvi-las!
            Além disso, os membros do Clube desejam transformar a sala do Centro Cultural Amílcar de Castro num local realmente agradável e acolhedor, que possibilite a organização das reuniões de planejamento cultural bem como a realização de shows, espetáculos, palestras, cursos e seminários.
            O momento agora é de reestruturação. O CdT se reúne todas as quintas feiras às 19 horas para a discussão de idéias, construção de projetos, organização da sala e ampliação do número de sócios.
Lendo aqui no jornal parece simples, mas não é. A sala, por exemplo, não conta com a infra-estrutura necessária para que o movimento de artistas possa colocar em prática seus projetos, como por exemplo, o Cinetrem (exibição de filmes e debates).
            Como o Clube, no momento, não recebe verbas ou ajuda financeira de nenhuma natureza, contando tão somente com a luta voluntária de seus membros fundadores, coisas básicas fazem-se necessárias para que a luta em prol da cultura não acabe no meio do caminho.
            Assim, o Clube do Trem vem até você pedir (em regime de doação) os seguintes itens: 30 cadeiras, estante para livros, um quadro negro, um computador, um sofá, um toca discos ou aparelho de som, material de limpeza, material de papelaria, um galão d'água, copos de plástico.
            Caso você ou sua empresa tenha algo desta lista ou queira doar algo que não use e ache que seja de interesse para a organização do Clube entre em contato pelos telefones 8414 0120 / 8411 5844 e ou pelo e-mail clubedotrem@r7.com Vamos todos dar a volta por cima!
           
Texto publicado no Jornal TEM – Edição 140

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Raízes do futuro

Por Jota Geraldo



O "1° Grande Encontro de Violeiros" organizado pelo Clube do Trem - coletivo de artistas paraisopolenses - aconteceu no último domingo, 19, e contou com a participação de mais de 30 artistas que, com suas violas, sotaques e muita humildade, possibilitaram ao público um retorno histórico às raízes da música caipira em pleno século XXI.

Patrocinado pela Casa São José e SBS-NET, com apoio da Prefeitura Municipal e do Jornal TEM, o “1° Grande Encontro de Violeiros”, assim como o “É Vento na Praça”, deu ao coração de Paraisópolis uma nova dinâmica e um colorido que há tempos não se via, além de mostrar (na prática) a arte de homens e mulheres que entre as agruras dos dias cantam e tocam as belezas e os mistérios da natureza, o amor, seus sonhos e impressões sobre a realidade.

“Eu morei em Paraisópolis por 15 anos e nunca vi um com encontro de violeiros no coração da cidade. Agora que estou em Taubaté, aquele sonho antigo virou realidade”, declarou o poeta sertanejo Fumaça, logo após apresentar seus versos caipiras no palco montado na Concha Acústica da Praça Coronel José Vieira.

Assim como Fumaça, a poeta paraisopolense Regina recitou um poema belamente inspirado e construído à partir do linguajar caipira emocionou muitos presentes. “Devagarinho nossa cultura vai mostrando a cara. Um amigo de São Paulo esteve presente no dia da apresentação e ficou encantado e comentou que faltou o pai dele que adora tocar sanfona... Enfim, foi um Domingo diferente, simples e belo!”, declarou Regina.

Jurema Silva se emocionou com o som das violas na Praça Coronel José Vieira. "Se meu pai estivesse vivo se encantaria porque no passado havia a roda de violeiros no programa de palco da Rádio Paraisópolis”, relembra-se. “É muito bom estar na nossa terra e com nossa gente. As coisas boas ainda existem, elas não ficaram no passado”, reflete.

Jurema tem razão. Se a música caipira sobrevive é porque suas raízes estão vivas. E não foi por acaso que – pelo menos para este repórter - a grande revelação do "1° Grande Encontro de Violeiros" foi Miguezinho um senhor de 83 anos do bairro Campo do Meio, que com muita energia e vitalidade demonstrou que arte é também pura expressão que vem de dentro do coração e que não existem barreiras para a criação artística.

Miguezinho que cria suas letras no mesmo instante que as canta tem a voz do homem do campo e cada palavra que canta traz à tona alegrias, tristezas, o trabalho de sol a sol, as mãos calejadas da alma caipira.

Compreender Miguezinho é compreender nossas raízes e que a cultura é um “estradão sem fim” por onde o mundo todo canta... ou poderia.

* texto publicado no Jornal TEM, edição 136.

sábado, 14 de agosto de 2010

Tudo com vento


Por Júlio Dias (no blog pLuft!)

Três amigos, três destinos, três histórias diferentes, três mentes e um só sonho: revolucionar!
Começo assim o texto verídico da vida de três pessoas que, sem medo de ousar, investiram suor e sangue para levar cultura e arte aos cidadãos de sua cidade natal, que tanto amam.

O culpado, vamos dizer assim, é o vento!

Foi ele que de uma forma natural, criou um uníssono perfeito entre coração, alma e sentimento nesses camaradas.

Antes, cada um do seu lado. Oposição? Situação? Talvez.

E isso hoje não mais importa.

Hoje, amigos, camaradas, irmãos, lutadores, gladiadores, sonhadores.

E é esse o cerne do Clube do Trem: a amizade. Que une artistas e pessoas com um mesmo ideal, que transforma oposição e situação em canção, que idealiza e cria, incentiva, determina, apresenta, dança, encena, sorri, balança, entrevista, escreve, “poetifica”, ratifica, retifica, se desculpa, se entende e põe na massa, as mãos para, de novo, voltar ao ciclo.

Foi à partir de três que tornamo-nos milhares!

Milhares de canções, poesias, pinturas, fotos, notas, gritos e grilos, lágrimas e sorrisos, Ditos e Antônios, Celsos e sonhos. Varais, casais, solteiros, sozinhos, tomados, extasiados, úteis, pegando carona na ferrugem do trem cultural que começara a se lapidar!

Sol e vento!
Lua e vento!
Tudo com vento!
Tudo para o vento de pessoas que viram e virão!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

ventos históricos

Por JGeraldo


Domingo, 01 de agosto 2010: dia histórico em Paraisópolis. A arte harmonizou-se com a praça, com o vento e com todos moradores da cidade que saíram de suas casas movidos pelas "vozes da ventania".

O "É Vento na Praça" - evento cultural planejado e executado pelo Clube do Trem - foi um sucesso do princípio ao fim e atraiu crianças, adolescentes, senhores, senhoras, moças, rapazes, pessoas de todas as classes sociais, religiões, bairros e posições políticas.

A música, a pintura, a poesia, (re) uniram a cidade (dividida nas últimas eleições), animaram a praça, estimularam o comércio, trouxeram vida e inspiração, emocionaram e atraíram, inclusive, pessoas de outras cidades como, por exemplo, a poeta Lila Gondim que veio de Gonçalves para prestigiar o “É Vento na Praça” e disse: - "preciso comentar que foi uma delícia! Não imaginava que seria daquela forma, transpirei poesia naquele calor humano, naquela mineirice tão à flor da pele".

Durante o “É Vento na Praça”, pessoas comentavam que “Paraíso precisa de mais atividades desta natureza”. Concordo e espero que a Prefeitura Municipal – em conjunto com o departamento responsável por Lazer, Turismo e Cultura - parta para a prática após este exemplo concreto do coletivo de artistas paraisopolenses Clube do Trem, que conseguiu fazer muito com parcos recursos.

Para se ter uma ideia o show do cantor Edson na OPIS que não teve mais de 2 horas de duração custou cerca de R$ 40 mil aos cofres públicos. Já o “É Vento na Praça” que ocorreu das 14h às 23h custou ao Clube do Trem R$ 2 mil, ou seja, 20 vezes menos.

A OPIS é a maior festa da cidade e atrai milhares de pessoas todos os anos. Não é Edson ou Gian & Giovani que trazem todo este público, mas sim o espírito de solidariedade que está (ou deveria estar) no âmago das Olimpíadas Paraisopolenses de Inverno e Solidariedade.

Com o dinheiro público pago ao "Edson e você" poderíamos ter 20 eventos nos moldes do "É Vento Na Praça". Cabe a população reivindicar o que acredita ser melhor para a cidade. Afinal quem paga os impostos e escolhe os governantes? A resposta é óbvia. A ação nem sempre.

Eventos de grande porte como a OPIS são vitais para a atração de turistas e aplicação prática do conceito de solidariedade.

Por outro lado, acontecimentos de menor porte como o “É Vento na Praça” são necessários para melhorar a qualidade de vida da população, além de desenvolverem e fortalecerem o cenário artístico-cultural local e regional. Por isso, podem (e devem) acontecer ao longo do ano todo, todos os anos.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

rOda De viOla no clube do trem!

Domingo, 3 de agosto de 2008, aconteceu a primeira RODA DE VIOLA no Clube do trem, com duplas de Conceição dos Ouros e São Bento de Sapucaí interpretando grandes clássicos sertanejos.

Nos intervalos, o apresentador e radialista Donizete Márcio fez o público cair na risada com quadros de humor.

A sala do Clube do Trem esteve lotada durante toda a tarde. A RODA DE VIOLA promete reavivar as raízes da música de Paraisópolis e região.

A presença mais inesperada foi do Jipão que emocionou a platéia com sua voz conhecida por todos que já cruzaram com esta figura pelas ruas de Paraisópolis.

A RODA DE VIOLA acontecerá todo primeiro domingo do mês no Centro Cultural Amílcar de Castro, na sala do Clube do Trem, a partir das 13 horas.

Prestigiem!

domingo, 1 de junho de 2008

Grupo Expresso e Clube do Trem no Tribuna


Clique na Imagem para ver Matéria!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Clube do Trem no Papo Kbeça!

te
E aí galera tudo blz?

A galera do Jornal Papo Kbeça Publicou uma Nota sobre o Clube do trem, quem quiser dar uma conferida na Matéria é só clicar na imagem.


Valew galera do Papo Kbeça, nosso mais novo parceiro.

domingo, 6 de abril de 2008

Paraisópolis está doente e nós temos a cura

Sintomas:

Sensação de isolamento, alienação, desinteresse, vazio existencial, e melancolia, ausência de movimentos, grupos e coletivos, organismo propício para a multiplicação do câncer capital e do câncer consumo.

Causas:

Políticas culturais ineficazes, ausência de passado, presente e baixa perspectiva de futuro, desvalorização de obras e artistas locais, glorificação de músicas e filmes enlatados, livros de auto-ajuda, televisão e rádios sem conteúdo.

Tratamento:

Nem hospital nem hospício, coletivo de artistas, Clube do Trem, Movimento, vento, move vento.
O clube do trem objetiva oxigenar a produção e a difusão da arte na cidade.

Informação ao paciente:

Clube do Trem faz reuniões no Centro Cultural Amílcar de Castro.
Aqui acontecem curas desde o verão de 2008.

Posologia:

Arte sem moderação 24 horas por dia, reações adversas poderão ocorrer na forma de críticas ao trabalho mecânico e repetitivo, agitação, poesias fora de hora, sonhos complexos, insatisfação com o sistema estabelecido.

As reações adversas são esperadas durante o processo de cura.

(Paraná)

domingo, 30 de março de 2008

3° Encontro

Hoje, 30 de Março de 2008 as 16:00 aconteceu o 3° encontro musical do Clube do Trem,
e como nos outros encontros, rolou Muito Som!
Diferente dos outros encontros que vinham seguindo uma linha mais acústica, Nesse encontro foram incorporados Intrumentos Elétricos, dando uma nova dimensão ao Som gerado pelo clube.
O encontro contou com a presença de: Paraná (Baixo elétrico) Alfredo (scaletta e Teclado) Marcio (Guitarra) Mateus (Voz)....

Novidade

Hoje o clube contou com a presença dos Jornalistas Everton de Assis e Jonas Costa, que vieram fazer uma entrevista para o Jornal Tribuna de Minas sobre, o Clube do trem.Os encontros continuaram aos domingos a 16:00, Estão todos convidados!

quarta-feira, 5 de março de 2008

1° Encontro



No dia 02 de Março de 2008, as 16:00 No Parque do Pernilongão em Paraisópolis MG, Aconteceu o primeiro encontro do clube.
O encontro contou com a presença de Paraná ( violão) , Alfredo ( scaletta ) , Marcio ( violão ) , Mateus ( Meia-lua ) .

Num clima de descontração e com um belo cenário, não foi muito difícil as idéias surgirem, troca de experiências, idéias e claro, Muito Som!

fizeram com que a tarde fosse muito agradável, rendendo até a 1° Composição do grupo, que logo será divulgada aqui.
E ja fica aqui o Convite, Venham todos participar !
(Marcio)